Psicanálise ao Seu Alcance

Psicanálise ao Seu Alcance - Como Ler e Compreender Freud - Prefácio do Dr. Márcio Nunes de Carvalho

Crisélia Sanromán Barral

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Detalles

Autor/Autores: Crisélia Sanromán Barral

ISBN v. impressa: 978989712808-0

ISBN v. digital: 978655605771-2

Encuadernación: Tapa blanda

Número de páginas: 78

Publicado el: 19/07/2021

Idioma: Português Brasileiro

Sinopsis

Crisélia Sanromán Barral, psicanalista formada pela International Psychoanalytical Association (IPA, 2008), fundada por Sigmund Freud em 1910, oferece-nos gentilmente, neste livro, um resumo de seu extenso e profundo conhecimento sobre a Psicanálise, fruto de seus estudos, prática clínica e de sua experiência no ensino dessa matéria, campo que apresenta dificuldades próprias, tanto na teoria quanto na prática. Na teoria, por não possibilitar a observação direta de seu objeto, o inconsciente, tal como proposto por Freud, mas somente de seus supostos efeitos. Como também por tratar de experiências particulares, tal como o sonho, que não permitem replicação, diferentemente de experimentos laboratoriais. Na prática, a arte de, com os universais da teoria, a metapsicologia, tratar-se das idiossincrasias de cada sujeito. Prática em que a certeza da previsão e o domínio do controle das ciências objetivas têm que ser substituídos pela probabilidade a ser confirmada e a associação livre do controle consciente. Neste livro, Crisélia, com o objetivo de possibilitar acesso mais amplo à Psicanálise, sistematiza o assunto pela cronologia do desenvolvimento da teoria, mas também em graus de dificuldade. Tal como Ariadne, nos oferece fios para conduzir-nos, com leveza e profundidade, pelos meandros da Psicanálise.

Marcos Chedid Abel
Psicólogo, Mestre, Doutor em Psicologia, Coordenador do Curso de Especialização em Teoria Psicanalítica UNICEUB & SPBsb (Sociedade de Psicanálise de Brasília)

 

O mais novo livro da psicóloga e psicanalista Crisélia Sanromán Barral, “Psicanálise ao seu alcance: como ler e compreender Freud”, publicado pela editora Juruá, alcança o objetivo enunciado pelo título. Escrito de forma clara e objetiva, o livro está organizado em quinze capítulos, cada um destinado a tratar de um corte epistemológico importante para a teoria freudiana. Esta organização do texto e a clareza dos argumentos fazem com que a obra alcance o objetivo de acompanhar as mudanças teóricas e técnicas da teoria de Sigmund Freud, de modo a facilitar sua leitura e compreensão. As razões de cada uma das “viradas” teóricas e técnicas feitas por Freud, que tanto dificultam o entendimento da obra pelo leitor iniciante, são expostas minuciosamente. Isto é feito sem que se perca a objetividade do texto, o que permite ao leitor que alcance o raciocínio latente às mudanças da teoria e da técnica. Abertamente posicionada contra uma leitura dogmática da obra de Freud, a autora enfatiza o “amor pela verdade” como um dos princípios da técnica psicanalítica, mantendo-se fiel ao estilo de Sigmund Freud: A sedução do leitor é alcançada pela honestidade, autenticidade e simplicidade profunda da obra. Isto, nestes nossos tempos de retorno aos dogmatismos, já é uma lição por si só. Além disto, a autora presenteia o leitor com um cuidadoso trabalho de pesquisa, o qual lembra algo típico da experiência de se fazer análise: parte daquilo que pode ser descoberto, já havia sido antes esboçado, embora não tenha sido "escutado". Neste ponto, a leitura de “Psicanálise ao seu alcance” permite que se acompanhe o percurso de importantes descobertas freudianas, estas que raramente são lineares e que muito frequentemente foram inicialmente ensaiadas muito antes de serem publicadas. Crisélia Sanróman Barral acompanha o percurso de construção do conceito de complexo de Édipo, de associação livre, transferência, resistência e da análise dos sonhos, a teoria da sexualidade e a primeira tópica desde antes de 1900, a data de “fundação formal da psicanálise”, até as respectivas publicações oficialmente destinadas a estes conceitos, acompanhando historicamente a formação destes conceitos. O conceito de castração tem sua origem teórico-conceitual rastreada desde 1900 até 1938. Nos primeiros capítulos, a autora se debruça sobre o arcabouço “pré-psicanalítico”, percorrendo a hipnose, o método catártico e a teoria da sedução. Os últimos capítulos são destinados aos últimos cortes epistemológicos propostos por Freud: a “virada de 20”, a segunda tópica e o “masoquismo”. Sem dúvida, estas últimas três grandes mudanças na teoria freudiana forneceram um corpo sólido a teoria freudiana, embora esta ainda esteja em aberto, com constantes redescobertas. Inclusive, é interessante a maneira pela qual a autora introduz outros autores no texto, por meio de notas de rodapé, com uma pequena biografia de cada um deles. Isto ajuda a desfazer a concepção que habita muitos leigos, sobre uma psicanálise escrita a uma só mão, além de propor referências ao leitor iniciante. O entendimento da obra freudiana é um desafio que envolve um longo percurso; tal como um bom romance, não é um adianto à compreensão que se leia apenas a parte final. O atravessamento deste percurso, que é inerente à compreensão de Freud, pode ser bem guiado pela reconstituição da teoria, a partir das viradas epistemológicas, segundo o andamento histórico. Esta é a proposta do livro de Crisélia Sanromán Barral. É notável como o livro “Psicanálise ao seu alcance” responde à reiterada demanda de apresentação da teoria freudiana a um público leigo, e em um curto intervalo de tempo. No que a isto se refere, o livro é um “curso”, no amplo sentido do termo, e sem dúvida serve muito bem às disciplinas de graduação e a cursos introdutórios, por propor um caminho para a exploração da anatomia da "espinha dorsal" da teoria freudiana. Mas isto não é tudo, pois este livro pode também ser de grande valia aos leitores mais experientes, ávidos por um guia destinado a feitura de uma leitura mais profunda. Neste sentido, a obra funciona como um dicionário ou vocabulário da teoria freudiana. “Psicanálise ao seu alcance: como ler e compreender Freud” é uma leitura muito prazerosa, leve, porém profunda, que tende a alcançar diferentes leitores, com distintos níveis de compreensão prévia, e em diversos contextos.

Bruno Cavaignac Campos Cardoso
Psicólogo Clínico, Pesquisador e Professor Universitário- IESB/CESB-DF Mestre em Psicologia Clínica e Cultura- UnB Doutorando do programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura - UnB

Autor/Autores

CRISÉLIA SANROMÁN BARRAL

Psicóloga e Psicanalista com mais de 20 anos de experiência. Membro da International Psychoanalytical Association – IPA, European Psychoanalytical Federation – EPF e da Sociedade Portuguesa de Psicanálise – SPP. Professora da cadeira Neurose e Perversão do curso de pós-graduação em Psicanálise pelo Centro Universitário de Brasília – UNICEUB entre 2014 a 2017. Membro do corpo docente (2012 a 2017) da Sociedade de Psicanálise de Brasília, onde exerceu o cargo de Coordenadora do Centro de Atendimento e Pesquisa em Psicanálise (2011 a 2015). Participou da Comissão de Responsabilidade Social da Federação Brasileira de Psicanálise – FEBRAPSI de 2013 até 2017.

Sumario

Capítulo 1 - FREUD E SUA OBRA, p. 17

O Que é Psicanálise?, p. 18

Preâmbulo (Crise de Ausência), p. 19

O Que São Cortes Epistemológicos?, p. 19

Capítulo 2 - MINHA EXPERIÊNCIA AO LER FREUD, p. 21

Contribuições de André Green, p. 21

Metodologia Sugerida, p. 22

Capítulo 3 - HIPNOSE (1885-1896), p. 25

Capítulo 4 - MÉTODO CATÁRTICO (1881-1895), p. 27

Capítulo 5 - TEORIA DA SEDUÇÃO (1895-1897), p. 29

Tomando Nota, p. 30

Capítulo 6 - ASSOCIAÇÃO LIVRE (DESDE 1892), p. 31

Capítulo 7 - ANÁLISE DOS SONHOS (DESDE 1895), p. 33

Capítulo 8 - TRANSFERÊNCIA (DESDE 1895) E RESISTÊNCIA (DESDE 1893), p. 37

Capítulo 9 - COMPLEXO DE ÉDIPO (DESDE 1897), p. 41

Capítulo 10 - COMPLEXO DE CASTRAÇÃO (1908), p. 47

Capítulo 11 - TEORIA DA SEXUALIDADE (DESDE 1899), p. 51

Capítulo 12 - PRIMEIRA TÓPICA (DESDE 1895), p. 57

Capítulo 13 - PRIMEIRA TEORIA DAS PULSÕES (DESDE 1905), p. 59

Capítulo 14 - FORMULAÇÕES SOBRE FUNCIONAMENTO MENTAL (DESDE 1911), p. 63

Capítulo 15 - SEGUNDA TÓPICA (DESDE 1920), p. 67

Capítulo 16 - SEGUNDA TEORIA DAS PULSÕES (DESDE 1920), p. 69

Capítulo 17 - MASOQUISMO (DESDE 1905), p. 71

REFERÊNCIAS, p. 73

Índice Alfabético

A

  • Análise dos sonhos (desde 1895), p. 33
  • André Green. Contribuições de André Green, p. 21
  • Associação livre (desde 1892), p. 31
  • Ausência. Preâmbulo (crise de ausência), p. 19

C

  • Castração. Complexo de castração (1908), p. 47
  • Complexo de castração (1908), p. 47
  • Complexo de Édipo (desde 1897), p. 41
  • Contribuições de André Green, p. 21
  • Corte epistemológico. O que são cortes epistemológicos?, p. 19

E

  • Édipo. Complexo de Édipo (desde 1897), p. 41
  • Epistemologia. O que são cortes epistemológicos?, p. 19

F

  • Formulações sobre funcionamento mental (desde 1911), p. 63
  • Freud e sua obra, p. 17
  • Freud. Minha experiência ao ler Freud, p. 21
  • Funcionamento mental. Formulações sobre funcionamento mental (desde 1911), p. 63

H

  • Hipnose (1885-1896), p. 25

M

  • Masoquismo (desde 1905), p. 71
  • Método catártico (1881-1895), p. 27
  • Metodologia sugerida, p. 22
  • Minha experiência ao ler Freud, p. 21

O

  • Obras. Freud e sua obra, p. 17

P

  • Preâmbulo (crise de ausência), p. 19
  • Primeira teoria das pulsões (desde 1905), p. 59
  • Primeira tópica (desde 1895), p. 57
  • Psicanálise. Freud e sua obra, p. 17
  • Psicanálise. O que é psicanálise?, p. 18
  • Pulsões. Primeira teoria das pulsões (desde 1905), p. 59

R

  • Referências, p. 73
  • Resistência. Transferência (desde 1895) e resistência (desde 1893), p. 37

S

  • Sedução. Teoria da sedução (1895-1897), p. 29
  • Segunda teoria das pulsões (desde 1920), p. 69
  • Segunda tópica (desde 1920), p. 67
  • Sexualidade. Teoria da sexualidade (desde 1899), p. 51
  • Sonho. Análise dos sonhos (desde 1895), p. 33

T

  • Teoria da sedução (1895-1897), p. 29
  • Teoria da sexualidade (desde 1899), p. 51
  • Teoria das pulsões. Primeira teoria das pulsões (desde 1905), p. 59
  • Teoria das pulsões. Segunda teoria das pulsões (desde 1920), p. 69
  • Tomando nota, p. 30
  • Transferência (desde 1895) e resistência (desde 1893), p. 37